quarta-feira

Mulher e Chocolate

Na semana da Páscoa nada melhor do que falar de chocolate.

E qual a relação deste ícone da satisfação com as mulheres?

Talvez uma das vezes que mais nos lembramos das mulheres com forte fixação por chocolates seja na TPM. Toda e qualquer mulher (exceto as que não gostam de chocolate mesmo!) ficam loucas para comê-los nesta fase.

A explicação é simples: na TPM, o organismo feminino sofre queda na taxa de estrogênio e elevação dos níveis de progesterona que está associada à diminuição da serotonina (o chamado hormônio da felicidade!). E neste caso o chocolate contribui para recuperar esta substância e estimular sensações de prazer e bem-estar.

A serotonina, nada mais é que um neurotransmissor capaz de controlar a liberação de alguns hormônios, regular o sono e o apetite.

Além disso, o cacau do chocolate somado ao açucar, que dá bastante energia e diminui o cansaço , ajuda a evitar a ansiedade e irritação tão comuns nos dias de TPM.

Outro dado interessante que reforça a tese de que mulheres são mais propícias a comer mais chocolates e doces em geral que os homens, é que estes sintetizam a serotonina mais rapidamente do que as mulheres e são capazes de armazenar o dobro do que elas.

Comer chocolate traz muitos benefícios para a saúde feminina, como : prevenção da depressão, anemias carenciais, ajuda a melhorar o colesterol bom (HDL), fortalece a resistência imunológica e também auxilia no cuidado com os cabelos e unhas.

Mas, não é qualquer chocolate que estamos falando. O mais indicado é o amargo, pois possui maior concentração de flavonóides. Já o chocolate ao leite e o chocolate branco são os menos recomendados devido às gorduras saturadas.

Porém, apesar de ser um santo remédio para os momentos de TPM e momentos de angústias, o chocolate em excesso engorda e pode ser um dos fatores causadores da obesidade. Além de aumentar o triglicérides, o colesterol total e a pressão arterial, segundo médicos especialistas. Então, não pode ser comido em grandes quantidades.

O difícil é resistir a tantas tentações neste período do ano. Feliz Páscoa a todos!

terça-feira

Redes de oficinas mecânicas se preparam para atender mulheres

http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/oficinas-mecanicas-oferecem-servicos-para-mulheres/1488461/#/Edições/20110419/page/1

Os dilemas da nova mulher

Já dissemos aqui que a mulher atual é a multi tarefas. Mas, resta saber por quanto tempo esta fase durará.

Acompanhando alguns fóruns, debates e estudos relacionados ao mercado feminino é possível perceber que as mulheres estão na fase final da multi-tarefas. E este é um momento de transição de grande importância, já que será regido por uma nova etapa  - o da escolha.

A mulher galgou por novos desafios, assumiu novos papéis e em muitos casos tudo isto foi somado a sua tarefa de mãe, dona de casa e esposa. O que para muitas destas não trouxe a felicidade plena tão buscada pelo sexo feminino, pois a missão de administrar todos os interesses nem sempre foi satisfatória, deixando de cumprir bem muitos deles. E aí veio a culpa.

Atualmente, a culpa faz parte de muitas mulheres por sentirem que chegaram onde sempre quiseram estar – ascensão de carreira, principalmente, mas não conseguem acompanhar seus filhos na educação integral.  Ou ao contrário, mulheres que sempre cuidaram de sua prole e se culpam por não terem dedicado mais tempo para sua carreira. Ou ainda, as multi-tarefas que estamos falando que não deram conta nem das crianças, tão pouco da carreira. E outros tantos exemplos de culpa feminina que não citaremos aqui, por ser um capítulo sem fim.

As possibilidades para a mulher atual são diversas. Resta ela saber o que mais importa para si mesma e para sua família, sem abrir mão daquilo que quer alcançar.

O autoconhecimento é crucial nesta nova jornada do poder feminino. É preciso fazer escolhas! É necessário ter crítica e pensar o que no futuro pesará na balança.

A principal diferença entre a mulher de gerações anteriores e a da mulher da próxima etapa é que esta terá autonomia nas suas escolhas, e contará com a multiplicidade de possibilidades. Já a do passado, ou ela aderia a um padrão pré existente ou se tornava rebelde.

Hoje, ainda existem muitos tabus a serem quebrados, mas as escolhas serão melhor entendidas por todos. Claro que este novo “entendimento” das escolhas femininas, depende de diversos fatores que influenciam diretamente na sociedade como um todo. E são eles: a diversidade cultural no mundo e no imenso território brasileiro e principalmente aspectos sócio econômicos, que colocam muitas vezes a mulher em papéis que se ela pudesse escolher não os faria.

A mulher moderna precisa entender que a felicidade não é a busca e sim o processo para realmente fazer suas escolhas.

A real fase da mulher atual é a da reclamação, pois ela conseguiu assumir diferentes papéis, mas está aprendendo com quais deles mais se identifica. E ainda, como abdicar de alguns, pois não são mulheres maravilhas. Só que esta fase precisa ser curta, pois a sociedade está esperando pela mulher das possibilidades, das escolhas.

Já vemos alguns sinais da evolução desta etapa de transição quando, por exemplo, presenciamos uma mulher assumir que nasceu para ser dona de casa, para ser mãe, que não quer ter filhos, ou que quer ser diretora de uma grande empresa, por exemplo.

A fase de escolhas não é necessariamente optar por uma única atividade para ser exercida, mas sim dar pesos para cada uma delas que realmente queiram assumir. E nesta fase, deixar outras tantas não será sacrifício e sim escolhas que todas teremos que fazer.

Mulher - liderança no empreendedorismo


Por Cinthia Almeida

As mulheres brasileiras tornaram-se líderes no empreendedorismo no país. Elas representam 53% do total de empreendedores do Brasil, o que corresponde ao universo de 18,8 milhões de mulheres. Os dados são da pesquisa Global Enterpreneurship Monitor, realizada no país pelo Sebrae e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade.

Além disso, o Brasil foi o país com o maior número proporcional de iniciativas desenvolvidas pelo público feminino, de acordo com o último estudo. E ocupa a 7ª. posição no ranking mundial de mulheres empreendedoras.

Este avanço da população feminina já caminha em diferentes setores da nossa economia. E se tornou mais claro, em específico, no empreendedorismo desde 2001 com a queda da participação masculina e estagnação em outros anos. E, por conseqüência, com a ascensão da colaboração feminina alcançando o ápice no ano de 2009 (última mensuração da pesquisa).

Figura: Empreendedorismo entre gêneros


Mas o que as levou a alcançarem esta posição de liderança?

Considerando que a liderança foi alcançada em 2009, podemos citar a crise vivida pelo mundo em 2008/2009. Apesar do Brasil ter sofrido menos que muitos países, acompanhamos diversas demissões de grandes multinacionais seja pelo corte de custos vindos de suas matrizes como também por medo e precaução de outras tantas empresas com o que poderia vir a acontecer.

Nesta fase, muitas mulheres aproveitaram para se recolocarem como donas de seus próprios negócios.

Além do fator econômico, é importante destacar o comportamento feminino.

As mulheres, em geral, são muito detalhistas, ou seja, neste caso elas analisam e planejam de forma minuciosa as possíveis oportunidades, desafios e riscos do negócio em questão.

Elas são mais persistentes nos objetivos a serem alcançados, deixando de lado o imediatismo e trabalhando com maior paciência para esperar seu negócio dar lucro.

O fato de serem multi-tarefas muitas vezes as obriga a buscar trabalhos que conciliem todos os papéis que desempenham. Algumas começam com trabalhos que complementem a renda, outras buscam “bicos” paralelos para as satisfazerem e quando possível, se dedicar completamente à atividade escolhida. São em exemplos assim, que nascem as mulheres empreendedoras.

As mulheres são movidas a desafios e buscam, em geral, aprofundar seu conhecimento, o que as auxilia a encontrar novas oportunidades e compartilhar experiências com outras pessoas.

E foi a partir desta perspectiva otimista que grandes investidores voltaram a atenção para as mulheres empreendedoras. Como foi o caso do banco de investimentos Goldman Sachs, que apoiado pela FGV e IE Business School lançou em 2008 o programa 10.000 Mulheres.

O projeto consiste em assistir as empreendedoras de países emergentes como Brasil, Índia, China e Egito a abrirem e gerirem seus próprios negócios de forma saudável.

O investimento previsto para ensinar estas mulheres é de US$100 milhões. O curso é gratuito, passando as candidatas por processos seletivos; e a intenção é que em 6 meses todas passem pelas principais áreas de uma empresa. É ministrado em São Paulo, pela FGV e em Belo Horizonte, pela Fundação Dom Cabral.

As mulheres já dominam as redes sociais no Brasil. E de olho nesta oportunidade, no começo deste ano, foi lançada uma rede social voltada exclusivamente para mulheres empreendedoras. A Rede Mulher Empreendedora conta com um espaço de Coworking para trabalho, reuniões, cursos, palestras e também com um ambiente virtual para troca de experiências e contatos.

Além disso, há também na rede social Linkedin o Grupo Mulheres de Negócios que já possui mais de 2 mil mulheres cadastradas que falam sobre negócios dentro de fórums do próprio grupo.

As mulheres tem o diferencial de trabalharem de forma colaborativa, com forte tendência em querer apoiar umas às outras e se engajarem em causas alheias, o que ajuda na aderência destes grupos.

Nunca foi tão falado no papel da mulher nos negócios como nestes últimos anos. Não é difícil acreditar que muitos outros topos serão alcançados pela força do poder feminino.

O GPS é um parceiro na hora de dirigir, mas é preciso cuidado

Coluna Trend By Woman (TBW) por Luana Ramos

Dirigir na maioria das grandes cidades muitas vezes se torna um desafio para todas as mulheres. Não, não vou tocar no assunto de que homens dirigem melhor nesse trânsito caótico e anormal que nos rodeia. Aliás, não concordo com essa afirmação!

Refiro-me ao nó em que se transformam as cidades a cada dia, obras por todos os lados, congestionamentos, pontes, novas ruas e avenidas... E nessa hora, realmente precisamos conhecer o lugar onde estamos, porque buscar ruas alternativas, atalhos e caminhos mais curtos acaba tornando-se necessário.

É em horas como essas que podemos ter um parceiro para nos ajudar a enfrentar esses “problemas” que estão em nosso cotidiano - o GPS (Global Positioning System).

O aparelho GPS é um navegador que oferece dados de posicionamento baseados em satélites. Ele permite se localizar melhor, a partir das informações enviadas pelo satélite ao receptor, e fornece dados sobre velocidade na via, radares, mapas e muito mais. A informação é captada e um software a transforma em comandos de voz e mapas, orientando o motorista.

Além dos aparelhos usados em automóveis, há ainda os celulares que oferecem esta tecnologia.

Mas para que o GPS seja um parceiro e não uma armadilha, é necessário seguir algumas dicas na hora de usar o aparelho:

• Espere algum tempo antes de sair com o carro até que o GPS localize o sinal do satélite, pois isso demora mais quando o veículo está em movimento.

• O mau tempo, excesso de prédios altos e outros fatores podem afetar a recepção do sinal do satélite.

• Confie no aparelho, mas desconfiando. Algumas ruas podem ter mudado de sentido ou não estarem mapeadas, o que requer jogo de cintura do motorista.

• Em horários de pico, evite escolher o caminho teoricamente mais rápido, pois o aparelho levará você a sair nas grandes avenidas e às vezes enfrentar um trânsito desnecessário.

• Ao escolher a opção de caminho mais curto, a chance de seguir por ruas alternativas é maior. Cuide, no entanto, de observar se o caminho sugerido é seguro.

• Não deixe o carro estacionado com o GPS preso ao pára-brisa do carro. Guarde-o com você, assim como o som automotivo.

• Não pare o carro para procurar rotas em lugares escuros e pouco movimentados. Busque a rota sempre antes de sair do local onde o carro está estacionado.

Atualmente o mercado possui aparelhos GPS para todos os perfis de motoristas. Há aparelhos com função de MP3 Player, televisão, guia turístico e até indicador de trânsito. Porém, o mais importante é que eles sejam rápidos na localização da rota e que sejam de fabricantes que atualizem a base de mapas gratuitamente.

Por isso, muita atenção na hora de adquirir o seu aparelho GPS!

Abraços,
Luana.

domingo

O FIO DO OUTONO


Homenagem ao mês das mulheres - por Lêda Rezende
“O sucesso pessoal começa na delicadeza dos gestos e no refinamento dos atos.”

Ela estava curiosa. Queria saber da festa. Do casamento na roça. Dos novos amigos conquistados. Dos velhos amigos referendados. Ela era a própria interrogação. Até brinquei. Tomara que só lhe devolva exclamações para as interrogações. E nenhuma reticência. Para que se satisfaça. Mesmo estando tão longe.

Esta coisa de além-mar sempre é problemática. Aprendi isso faz tempo. O que impede a rotina é distante. O que impede o impulso é distante. O que tem que ser planejado demonstra a distância.

E assim ela está. Distante. Não sei se já sentiu isso. Se já aceitou o planejamento. Ela é sempre muito reservada em seus temores. E até em suas ansiedades. Aguarda os acontecimentos. Aliás - assim a definiria. O estilo aparente dela. Só o aparente.

O de dentro ninguém sabe. Muitas vezes nem o próprio dono. Pode-se ser senhor de si. Mas é muito mais complicado ser dono de si.

Minha avó sempre me disse. Aparência é igual a dúvida, menina, aparência é igual a dúvida.

Muitas vezes penso que só eu sou ansiosa. No mundo. Porque todos sempre me parecem tão resignados. Diria até amadurecidos. Só eu sofro de mania de surpresa. Mas lembrei – agora - do poeta. Falou que só ele apanhou na vida. Os amigos todos só se deram bem. Pode ser engraçado. E por isso mesmo verdadeiro. Assim são as aparências. E muitos dos auto-relatos. Vai ver por isso não há julgamento definitivo. Dever ser o que significa a palavra - instância.

Mas hoje falamos. Utilizamos as modernidades nas comunicações. E celebramos a evolução. Cedo para uma. Já tarde para outra. O relógio não obedece a novidades. Mantém seus fusos intactos. Podem inventar o que quiserem. O tempo real é domínio do relógio.

Estava tão séria. Senti pela impressão digital. Também tenho meus critérios evolutivos. Não são só corporativistas que o detêm. Perguntei pela seriedade.

Contou com direito a dois pontos e hífen.

Saíra ontem para um jantar. Arrumara-se. Escolhera com riqueza de detalhes o que iria acrescentar à imagem. Tudo em estilo outonal. Olhou-se no espelho. Gostou do que viu. Segurou a própria bolsa. E desceu as escadas. Sempre faz isso. Despreza o elevador. Acha que ele só serve para elevar a flacidez dos músculos. E recusa-se a compactuar com ele - o elevador.

E lá se foi.

Tudo ia muito bem. Até que chegou na escada que dá acesso a uma calçada. Como de hábito também desprezou o corrimão. Artefatos desnecessários. Seguia este conselho de uma prima sofisticada. Uma mulher desce as escadas sem olhar os degraus. Como aquela atriz magrinha dos filmes antigos. Observe se algum dia ela desceu uma escadaria segurando corrimão. Ou olhando os pés. Nunca. Só olhando em frente.

Vai lá saber os truques negativos da memória. Foi relembrar disso justo naquele momento. Obedeceu. Repetiu. Desceu olhando em frente. Segura apenas na bolsa.

Outono. As árvores se desfolhando. O céu cinza escurecendo para a noite. Muitas folhas pelo chão. Pelos degraus. Linda cena. Como uma tela de francês impressionista. Se não fosse - de novo - a intervenção da realidade. Cruel realidade sazonal.

Olhando para as árvores. Pisou nas folhas. Escorregou. Nas folhas. Que aceleraram a descida. Desceu os degraus numa posição nada convencional. Nada em combinação com a proposta. E se viu na calçada. Rasgara a saia. Machucara o braço de leve. A musculatura reforçada pelo não uso do elevador sofrera menos com o impacto. É certo que caiu. Mas me acrescentou. Lentamente. Muito lentamente. Nada de alvoroço em quedas. Isso nunca.

E fiquei pasma com a continuação do relato. As meias. As meias - não rasgaram. Nada daquele comentário desolado de fio puxado. Em meio a tudo isso. Diante do outono. Diante dos galhos desfolhados - poupara a meia de seda.

Lembrou a prima sofisticada. Também pela impressão digital pude sentir o olhar fino e irado pelo pensamento da orientação da prima. Mas se recuperou. Levantou-se também lentamente. Não por imposição de elegância. Desta vez a dor fez esta aparência prevalecer. Não gemeu. Não chorou. Conferiu as meias. Continuava segura na bolsa. Ajeitou os cabelos e continuou.

Foi ao jantar assim mesmo. Com o pequeno rasgo na saia. Mas com as meias - perfeitas. Alguns apontaram. E perguntaram. Outros nem notaram. E se anteciparam. Só ela ria. Com um certo disfarce. E muito esforço. Para destravar o olhar fininho da lembrança da prima sofisticada.

Na manhã do dia seguinte a musculatura dolorida a despertou para o dia. E para as interrogações. Olhou a saia no cabide. Com seu pedacinho também sofrido. Olhou para as meias. Sorriu. Conferiu os dedinhos das mãos. Intactos. A conversa poderia se estabelecer. Com fuso ou sem fuso. Com rasgo ou sem rasgo. De folhas a flores. De outono a primavera.

Rimos nas pontas dos dedos. Eis uma Lady.

quinta-feira

Direto de Milão - O Brasil está na mira do Luxo

Coluna Trend by Woman (TBW) por Mariana Yoshimoto



No quesito moda, especialmente, o Brasil está em voga. Aqui em Milão, se fala muito de como o Brasil será um mercado importante para a Itália.

Na revista Fashion Illustrated de Fevereiro de 2011 saiu uma matéria que chama: Focus Brasile. A matéria de 2 páginas conta detalhes muito interessantes do Brasil na moda e ainda mostra duas fotos: uma do desfile do Alexandre Hercovitch e a outra do desfile da Animale.

A matéria começa contando a história da chegada das primeiras grandes marcas italianas no Brasil, como por exemplo, Armani, Versace e Ferragamo. Já a Bulgari, está no Brasil a 10 anos. E fazendo referência ao Carre d’Or em Milão, que são quarteirões que possuem as marcas mais importantes da moda. Eles dizem que as marcas italianas chegam no Brasil e abrem lojas principalmente, entre os quarteirões da Oscar Freire, Bela Cintra, Haddock Lobo e Lorena.

Segundo estimativa de uma empresa especializada em consultoria econômica, Prometeia, em 2015 a população brasileira de ricos deverá superar 6,6 milhões de euro. E reforçam que embora os impostos sobre produtos de tecido e de vestimenta sejam altíssimos, ainda identificam que há um grande interesse pela moda italiana, já que a população brasileira valoriza a qualidade e o requinte do Made in Italy.

Podemos ver o quanto o mercado brasileiro é relevante para a Itália, já que a exportação do setor de tecido e de moda foi de 52 milhões de euros nos 10 primeiros meses de 2010.

A Missoni, marca forte no território italiano, chegou ao Brasil em 2009, no Shopping Iguatemi, em São Paulo e em 2010 abriu uma franquia no Shopping Iguatemi de Brasília.

Vittorio Missoni diz que a intenção é abrir uma loja no Rio de Janeiro o mais breve possível. Porém, ele afirma o quanto a burocracia de uma economia protecionista, complica a expansão dos negócios. E entende que o Brasil sofre, além dos impostos, com a alta concentração de poucos estabelecimentos para abrir lojas, já que a dinâmica brasileira é baseada em shoppings.

O que restringe, já que em São Paulo, só existe o Shopping Iguatemi e o Cidade Jardim focados no segmento de luxo.

A expectativa de abertura do Shopping JK está animando os investidores italianos.

E além dessa concentração, Vittorio diz que o consumidor que tem poder aquisitivo para comprar na Missoni, muitas vezes não tem paciência para esperar a coleção que já foi lançada na Europa ou nos Estados Unidos chegar ao Brasil e prefere fazer as suas compras no exterior. O que diminui o interesse pela compra da coleção do Brasil, que devido à diferença de estações, não é a mesma do hemisfério Norte.

Só para visualizarmos o investimento italiano no Brasil, seguem alguns exemplos de investimento publicitário em 2010:

Marca                      Meio de comunicação     $ US

Brooksfield                Revista                            655.808

Diesel                        Revista                           395.863

Dolce & Gabbana     Revista                            622.645

Emporio Armani        Revista                           889.669

Prada                        Revista                           399.834

Roberto Cavalli        Revista                            755.843

Trussardi                  Revista                            2.085.172


Fica a dica, se você tiver com algum dinheiro sobrando para investir, abra um shopping de luxo que o Brasil ainda continua carente. Os italianos agradecem.

Abraços,
 
Mariana